quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Red Shoes


Sit down, and fire away,
I know it's tricky
when you're feeling low,
when you feel like your
flavour has gone
the way of a pre shelled pistachio
I know you're weighed down,
fed up with your heavy boots
laced with melancholy
notions all your own.

I do
- like sugar-
tend toward the brittle and sticky
when spun and i know
my demeanor has gone the way of a photo
left out in the sun so
I try to keep myself
in lilies and flax seeds
and what's the folly of fooling just yourself

Sit down and smoke away,
I wouldn't knock it til you're
in them shoes
and i know that our subtlety blows away
as a blush it gives way to a bruise
but seemly we'd freely pay the trade off,
a dry rot to take the weight off
and swap the boots for red shoes.


unbelievable

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

dois em um


agora vai...

sábado, 9 de janeiro de 2010

palavra doi²


Como prometido...

Porque palavra, mesmo, tem que doer: sair rasgando os seus lábios, sendo dita com saliva e sangue. Palavra tem que consumir os dedos, coçar a palma da mão e sair, com esse comichão, fazer doer os olhos que lêem. Palavra tem que ser grito e sussuro, verdade e mentira, medo e coragem. Palavra é a única coisa capaz de fazer sentir ciúme, de fazer sentir raiva. Palavra machuca mais que beijo, mais que olhar. Palavra trai e perdoa. Palavra excita muito mais que o teu assopro no meu ouvido, muito mais que suas mãos suadas redesenhando meu corpo. Palavra repele, insinua, palavra mente. Mente, mente, mente. A mãe e o pai da mentira é palavra. O filhos da verdade também são palavras. Palavra não protege ninguém, não respeita nenhum sorriso, vem trazendo lágrima para tua felicidade. Palavra faz sofrer, dói, dói, tem que doer. Palavra quebra a coisa mais forte desse mundo: o silêncio.

Não pude deixar de me apaixonar por esse texto do Cervical Poética.
Este é só um dos textos maravilhosos: