segunda-feira, 15 de março de 2010

Drugstore e Tom Yorke

Ontem, checando meu backups de mp3.  Me confrontei novamente com uma banda.

A Drugstore (http://www.myspace.com/drugstoreband), liderado pela vocalista e baixista paulista, Isabel Monteiro. (que voz...)

 

E me maravilhei novamente, mas não com a mesma emoção de quando eu ouvir pela primeira vez

Parece que dessa vez eu consegui entender o som.

 

Descobri em 2002, através do último álbum deles, até onde eu sei. O “Songs for the Jet Set” de 2001.

Mas nem liguei, apenas ouvi despretensiosamente.

 

Graças ao Lastfm, que dá as informações em tempo real (e sem você precisar fazer força) descobri os outros álbuns

E de quebra, qual foi a minha surpresa ao reconhecer uma certa voz quando baixei a discografia deles.

 

Radiohead?

Sim! Era Tom Yorke

http://www.youtube.com/watch?v=Q7Qyz3VnrZI

 

Ai tudo fez sentido, porque nos anos 2000 eu ouvia Radiohead raramente (Diferentemente de hoje).

E pude perceber que a Drugstore segue exatamente a mesma linha que o Radiohead em seus primeiros (o primeiro pra ser mais exato) albuns.

 

Então pra quem curte Radiohead, e ainda não conhece o Drugstore, aconselho a ouvir  o álbum “White Magic For Lovers”, só para começar.

 

Isso só me mostra que realmente, não tenho disciplina para ficar caçando sons novos

Na pratica, espero elas cheguem.

Demora. Mas chega.

 

Blog da Vocalista Isabel Monteiro - http://isabelmonteiro1.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de março de 2010

...que seja intensa. Enquanto durar

Pequena homenagem para as mulheres.

 

 

 

Saber Viver

 

Não sei... Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

 

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.

 

E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura... Enquanto durar

 

Cora Coralina

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Telephone


Baby, sei que você está ai
Louca, tentando montar o meu fim.
Ouça, sei que não foi sempre assim
Volta! Acho que tive um dia ruim

Eu sei, que é um erro te tratar assim
Não ter, de volta o teu olhar pra mim.
saber, que tudo some ao mero piscar.
...será que o brilho voltará?

Baby! Diga que está me escutando...
Te ver, tão linda ao passar dos anos...
Fazer, acontecer aqueles nossos planos...
Morrer, achando tudo um engano.

Meu Deus! Não desligue o telefone!
Não ver, você aqui é morrer de fome.
Te dou, todo o tempo pra pensar.
...é hora d'eu desligar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Acima do Chão


Pega na minha mão
e veja o que posso fazer.
Te ponho acima do chão
e deleito o que bom com você.

Confundo teus olhos
com a luz do luar.
Eu conto as estrelas
Desenho tua luz

A boca. Um desejo meu.
O brilho, e um cheiro teu.

Vem rolar no chão,
Sinta a grama tocar.
Escrevo-me com tua mão,
E deixo o mundo pra lá.

Confundo teus olhos,
com a luz do luar.
Te pedi um desejo,
A lua e um beijo

Estranho se tudo é tão meu.
O brilho, e o cheiro teu.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Red Shoes


Sit down, and fire away,
I know it's tricky
when you're feeling low,
when you feel like your
flavour has gone
the way of a pre shelled pistachio
I know you're weighed down,
fed up with your heavy boots
laced with melancholy
notions all your own.

I do
- like sugar-
tend toward the brittle and sticky
when spun and i know
my demeanor has gone the way of a photo
left out in the sun so
I try to keep myself
in lilies and flax seeds
and what's the folly of fooling just yourself

Sit down and smoke away,
I wouldn't knock it til you're
in them shoes
and i know that our subtlety blows away
as a blush it gives way to a bruise
but seemly we'd freely pay the trade off,
a dry rot to take the weight off
and swap the boots for red shoes.


unbelievable

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

palavra doi²


Como prometido...

Porque palavra, mesmo, tem que doer: sair rasgando os seus lábios, sendo dita com saliva e sangue. Palavra tem que consumir os dedos, coçar a palma da mão e sair, com esse comichão, fazer doer os olhos que lêem. Palavra tem que ser grito e sussuro, verdade e mentira, medo e coragem. Palavra é a única coisa capaz de fazer sentir ciúme, de fazer sentir raiva. Palavra machuca mais que beijo, mais que olhar. Palavra trai e perdoa. Palavra excita muito mais que o teu assopro no meu ouvido, muito mais que suas mãos suadas redesenhando meu corpo. Palavra repele, insinua, palavra mente. Mente, mente, mente. A mãe e o pai da mentira é palavra. O filhos da verdade também são palavras. Palavra não protege ninguém, não respeita nenhum sorriso, vem trazendo lágrima para tua felicidade. Palavra faz sofrer, dói, dói, tem que doer. Palavra quebra a coisa mais forte desse mundo: o silêncio.

Não pude deixar de me apaixonar por esse texto do Cervical Poética.
Este é só um dos textos maravilhosos: