domingo, 2 de agosto de 2009

E o momento certo?


O teu sorriso latente
Insiste em juntar-se a minha a alma
E como um ente
Reconheço a face onde enxergo a propria calma.

E no teu toque indecente
A falta de pudor é um instinto
E poderia ser deprimente
Se eu não sentisse na tua lingua o absinto.

E o momento certo, exato
deixa claro que o que falta é o caminho
E a cada promessa, certeira
Me sinto uma ave repousando em proprio ninho.

...


Esse texto tem quase 1 ano
E sempre venho mudando as palavras,
os sentidos, as rimas, os rumos.
Talvez na esperança que elas façam algum sentindo
Ou talvez que elas me digam o que eu quero (e preciso) ouvir
Sempre carregamos essa "coisa" com a gente.
Nos apegamos a algo, na esperança que aquilo valha a pena.
Que faça sentido, que nos faça plenamente feliz
É comum encontrarmos sentido nas coisas
principalmente quando estamos numa situação tal de fragilidade e/ou necessidade.
Mas, como fazemos para dicernir o que realmente nos faz sentido ou não?
A gente é assim com muitas coisas...
Eu sou assim com meus textos
e não raro com as pessoas.
Nunca é facil enxergar o "dead line".
Nunca foi, talvez nunca seja.
De qualquer sorte, decidi que é o fim.
Cansei de tentar finaliza-los
E vou posta-los, um a um
do jeito que estão,
imcompletos
mas perfeitos para quem os criou.

penso assim...


"
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar..."

Um comentário:

Traveler disse...

eh cara, as vezes é difícil encontrar o momento final, o "dead line", como vc disse. No fim das contas, nós é que acabamos tendo que definir essa linha final, estando certa ou não.